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Reflect – Mar e Maré (Ao Vivo)


Reflect ao vivo no programa “Verão Total” da RTP em Armação de Pêra.

LETRA:

Quando a idade cabia nos dedos, a palma tinha sangue pisado
O campo era de terra, mas eu via-o esverdeado
Quatro passos de perna aberta e a pedra que tivesse a jeito
O outro poste era de basquete e a trave era um conceito
Sem rede ou marcação, a bola nunca estava fora
E o jogo só terminava depois do sol ir embora
O apito para o intervalo era o toque de entrada
Caderno preto de capa gasta com a matéria passada
Com a bola debaixo do braço a mochila já não pesava
Bola no pé depois da porta e a hora não interessava
Paixão era redonda, dava provas num quadrado
Mais golos e melhores notas, era aluno aplicado
Expectativa aumentava e o meu futuro já brilhava
Num relato de amanhã o pensamento viajava
Sem preocupações, comandado pela vontade
Vi promessas na calçada com sabor a saudade [mas eu]

Toco o céu, piso a calçada fria
Trago em mim o peso de um sonho
Se não for eu a lutar
Quando a altura chegar
Isto não vai mudar
x2

Eu sinto o meu país a cada pétala de um cravo
O meu desejo é de infinito a cada poema que gravo
Não conheço economia que limite o que eu projecto
Derreto o gelo da ganância com amor e afecto
Sou reflexo de um povo, herdei coragem e bravura
Não és maior que o meu país e temos os dois a mesma altura
Há desgaste em cada olhar, vejo o brilho apagado
Quero voltar àquela sala onde nada era complicado
Mas meu sonho é português, eu sou mar e maré
E por muito que me rasteirem eu seguro-me de pé
Deixo a bola na marca e dou uns passos para trás
Remato com o que sou e tu defende se fores capaz

[mas eu]
Toco o céu, piso a calçada fria
Trago em mim o peso de um sonho
Se não for eu a lutar
Quando a altura chegar
Isto não vai mudar
x2

 

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